TROMBOFILIA - 5 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER

 

1. O que é a trombofilia?

 

Trombofilia é uma condição onde possuímos maior propensão para formar coágulos (trombos) no sangue. É oriunda de fatores celulares que se encontram no plasma. É uma doença pouco conhecida e estima-se que 20% da população tem alguma alteração que indica trombofilia e não sabe. Existem dois tipos de trombofilia: adquiridas e hereditárias.

 

Trombofilias podem afetar tanto homens quanto mulheres, entretanto, muitas vezes, são mais facilmente observadas em condições clínicas, tais como as mulheres grávidas ou mulheres com perdas gestacionais de repetição.

 

2. Como posso saber se tenho trombofilia?

 

Através de exames laboratoriais. Entretanto, a maioria dos médicos só indica o rastreio desta condição quando há algo que justifique, tais como perdas de repetição, histórico pessoal ou familiar de trombose ou embolia, óbito fetal tardio, mal passado obstétrico ou antes de prescrever pílulas ou outros métodos contraceptivos.

 

3. Como a trombofilia pode afetar a gravidez?

 

A trombofilia não tratada ou mal tratada pode comprometer a placenta ao favorecer a formação de microtrombos que comprometem a nutrição e desenvolvimento do bebê. Os coágulos que se formam podem obstruir os vasos sanguíneos e impedir a oxigenação adequada do bebê, o que pode colocá-lo em risco e aumentar as chances de aborto espontâneo ou outras complicações.

 

4. Como são diagnosticados e diferenciados os dois tipos de trombofilias: adquirida e hereditária?

 

O diagnóstico de trombofilia adquirida também conhecida como síndrome do anticorpo antifosfolipideo (SAF) baseia-se na correlação da avaliação clínica com exames laboratoriais. Dentro de critérios clínicos encontram-se: histórico de trombose e/ou  história de morte fetal ou perda gestacional de repetição. Os critérios de laboratório baseiam-se na presença de um resultado positivo medido duas vezes (com intervalo entre 6 e 12 semanas) em um dos marcadores: anticoagulante lúpico, anticardiolipina e antibetaglicoproteína.

 

Já nas trombofilias hereditárias, o rastreio é feito em diversos marcadores sanguíneos e alterações genéticas que impactam diretamente na coagulação. Para conhecer os mais solicitados, entre na página www.trombofilia.com

 

5. Qual o tratamento para trombofilia na gravidez?

 

O tratamento para trombofilia tem como base o histórico pessoal da gestante ou futura gestante, histórico familiar e resultados de exames. 

O médico ou equipe médica poderá indicar o uso de anticoagulantes (mais especificamente, as heparinas diante de uma gravidez) combinadas ou não com o uso do AAS (antiagrageador plaquetário). É importante ressaltar que, no caso da trombofilia adquirida, é importante avaliar o sistema imunológico, uma vez que esses marcadores são anticorpos produzidos pelo nosso corpo.

 

O médico também poderá prescrever o uso de meias de compressão, indicar uma rotina de atividade física, a manutenção do peso saudável entre outras ações que venham a somar de forma positiva.

 

Pode ser necessário o acompanhamento com uma equipe interdisciplinar, tais como hematologistas, imunologistas, reumatologistas,  endocrinologistas além dos gineco-obstetras. Cada caso é único e deve ser considerado como tal. Não existe receita de bolo.